O mocotó (palavra
originária do termo tupi-guarani m’bo-coto ou mão-de-vaca). É um dos pratos
mais apreciados pelo povo gaúcho além de ser muito nutritivo. Nosso frio
rigoroso pede uma alimentação mais rica em calóricas. Dizem que este prato
nasceu na mesa dos escravos. Em nosso estado, Rio Grande do Sul, naquela época,
era grande criador de gado, e, por esse motivo, tinha por aqui grandes
abatedores para produzir o charque. As partes nobres eram separadas e
destinadas ao preparo do charque (carne seca, ou carne salgada) bem como,
àquelas destinadas às mesas dos senhores. O restante das partes “não nobres” e
desossadas do animal, como as patas, bucho e tripa, por exemplo, eram
descartadas. Assim, os escravos utilizavam estas partes para seu sustento e
complemento alimentar, fazendo uma espécie de fervido com água e sal. Contam as
lendas que esse aroma peculiar se espalhava pela fazenda, chegando a casa
grande e atiçando aos senhores o desejo de experimentar aquele fervido. Quando
se olha para o mocotó, tem-se a impressão de ser um simples caldo, mas quando
se prova, o sabor é indescritível. É impressionante como um caldo de aparência
tão simples possa ser tão saboroso. Essa é uma versão popular da origem do
mocotó.
Esse prato costuma ser muito esperado quando o inverno se aproximava aqui no sul do país. Não sei
o por que de nós comermos mocotó somente uma vez por ano. No início do inverno,
meu pai matava uma vaca e fazia charque de toda carne para passar a estação
fria. Tudo tinha que ser salgado, pois naquela época em nossa região não
tínhamos luz elétrica. E a única geladeira que tínhamos era a querosene. Meu
pai só ligava ela em certos momentos e para conservar poucos alimentos, pois a
“querosena”, dizia ele, era artigo de luxo. Toda a família se envolvia e
ajudava na carneação. Separar a carne e limpar os miúdos para mais tarde
salgar. E o mais terrível de todos os trabalhos, limpar o “bucho” da vaca e as
tripas para fazer o famoso mocotó. E vocês sabem para quem sobrava essa tarefa? Para os mais novos e as mulheres, é claro. E eu, estava sempre no meio. Essa limpeza
consistia em raspar o mondongo “bucho” a tripa grossa e a tripa fina. A tripa
fina era usada para fazer a linguiça. Bem, esse assunto merece, e mais tarde,
farei um post.
Mocotó
02 patas de boi;
1kg de bucho;
1kg de linguiça;
500 gramas de feijão branco;
cebola, alho, pimentão, tomate e sal a gosto.
Esse prato fiz em 3 dias. Primeiro dia cozinhei a pata e tirei os ossos. Depois coloquei numa panela e congelei. No outro dia, cozinhei o bucho, lavei e cortei em tirinhas. No terceiro dia cozinhei o feijão branco. No dia que íamos servir, fritei a linguiça e fiz um molho e misturei tudo. Deixei ferver por um tempo e servi.
Patas de vaca
Bucho
O restante do processo esqueci de fotografar.
Essa é uma torta de limão que minha sobrinha trouxe para enriquecer nosso almoço. Brinquei com ela que estava muito boa para ter sido ela que tenha feito. Eu acho que ela comprou. Nunca vi essa guria fazer essas coisas. Hahaha... Essa é minha sobrinha e companheira Flavia. Eu era criança quando ela nasceu. Eu queria sair para brincar com minhas amigas e ela sempre correndo atrás de mim. Tinha que fugir e quando eu estava quase chegando na casa da Laura minha querida e inseparável amiga de infância, olhava para traz e lá vinha ela, correndo pelo campo. Fugia da mãe e me seguia. Tinha que voltar para levar ela pra casa. Assim passei minha infância, tendo que levar na garupa a Flavinha.
Torta de limão
Massa:- 2 xícaras (chá) de farinha de trigo;
- 4 colheres (sopa) de gordura vegetal ou manteiga;
- 1/2 lata de creme de leite;
- 1 pitada de sal;
- 1 colher (chá) de fermento em pó.
Recheio:
- 1 lata de leite condensado;
- 5 colheres de suco de limão;
- 1/2 lata de creme de leite;
- 1 colher (sopa) de raspas de limão.
Cobertura:
- 2 claras;
- 4 colheres (sopa) de açúcar;
- açúcar para polvilhar.
- Modo de preparo:
Massa:
Peneire a farinha, faça uma cova no centro e coloque a gordura vegetal, o creme de leite, o sal eo fermento. Misture-os comas pontas dos dedos, juntando a farinha até que seja toda incorporada à massa e que solte completamente das mãos. Deixe descansar por cerca de 30 minutos na geladeira. Abra a massa, forre uma forma de aro removível (25cm de diâmetro), fure o fundo com um garfo e asse em forno quente (220ºC), por cerca de 20 minutos. Enquanto isso, prepare o recheio e a cobertura.
Recheio:
Misture bem o leite condensado com o suco de limão até que adquira consistência de creme. Incorpore o creme de leite e as raspas de limão.
Cobertura:
Bata as claras em neve, junte aos poucos o açúcar e continue batendo até obter um merengue bem firme. Recheie a torta com o creme de limão, cubra-o com o merengue, polvilhe açúcar e volte-a ao forno fraco (150ºC), por cerca de 10 minutos, apenas para dourar o suspiro. Deixe esfriar antes de servir.
Até a próxima se Deus quiser...