quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Nos despedindo do inverno

Inverno. Tempo de muitas frutas. Quem não degustou uma laranja ao sol da tarde. Quando olho para pé carregado de laranjas, logo me vem a memória o tempo passado em Solidão. Um tempo cheio de ricas lembranças. 










Até a próxima se Deus quiser...

 Anajá Schmitz


segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Tramandai


Essa cidade litorânea é vizinha de minha cidade, Osório. São 22 quilômetros de distância. Ao entardecer sempre pegamos nossas tarrafas e caniços de pesca e vamos pescar na ponte que faz divisa com Tramandaí e Imbé. Não é história de pescador, tem imagens para mostrar a baita pescaria que se faz. Usamos muito a tarrafa. Um tempo atrás meu filho tinha uns doze anos de idade. Os homens resolveram pescar de tarrafa e levaram ele junto. Ele era um menino muito inquieto. Alfredo deu uma tarrafa para ele brincar, ele nem sabia atirar. Ele atirou a tarrafa fechada em oito como dizem por aqui. Gente do céu. Pegou oito tainhas enormes. Quase que me afogam o guri, começaram a tirar tarrafa em cima do guri para também pegar os peixes. Foi uma loucura. Ninguém acreditava que ele pudesse pegar tantos peixes. Não tinha nem força para tirar os peixes da água. Isso não é história de pescador, Xico! 




















Até a próxima se Deus quiser...

 Anajá Schmitz

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Memória de um doble chapa XII

O POR DO SOL                                                                                     

As galinhas ficavam naquele alvoroço disputando o melhor lugar nos puleiros ao entardecer. Estes eram ao relento, pois nossos pais criavam assim desta maneira acreditando que elas pegariam menos pestes. Algumas dormiam empoleiradas nos galhos de laranjeiras e limoeiro.

Era tarefa de minhas irmãs abastecer os lampiões de querosene para a noite que se avizinhava. A gurizada lavar os pés na gamela enorme de cortiça para calçar as alpargatas e ir para a cama com os pés limpos. Ao longe por detrás de uma coxilha, na estância do João Garagori apareciam as pontas do eucaliptal e a torre de um tal de cata-vento, um aerogerador de energia que podia ser de 6 ou 12 volts. Armazenava energia nas baterias que iriam abastecer a iluminação e ativar o rádio. Lá diziam que tinha a tal de luz elétrica. Eu não fazia a menor ideia do que fosse. Os pobres quando conseguiam uma lâmpada incandescente queimada faziam dela um candeeiro, furando a parte de cobre e colocando um pavio no interior. Enchia-se de querosene e fazia-se apoio com pés de arame. Alguém mais ignorante que eu, me disse que ouviu dizer que esfregando-se a rosca de cobre a lâmpada acendia, e eu dele a esfregar e nada.

Finalmente um dia minha irmã mais velha casou e o marido muito esclarecido e habilidoso construiu uma torre de madeira e instalou um cata-vento que papai havia comprado. Gerava somente 6 volts possuía uma única bateria, para economiza-la fazia-se um furo na parede de tábua junto ao teto e ali colocava-se a lâmpada e assim iluminava 2 cômodos ao mesmo tempo. Acostumados com lampiões de querosene, era luz em exagero. Comparada coma iluminação dos candeeiros era um esbanjo de luz.

Na próxima sexta-feira, segue mais recordações de um doble chapa.

                                         Escrito por Nelcy Cordeiro





quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Bolo de caneca

Olá queridos amigos e amigas. Espero que todos estejam bem. Outro dia passeando pelo supermercado vi a mistura para  bolo de caneca. Achei tão bonito, comprei. Mas aqui em casa não temos microondas. Fiz neste potinho e assei no forno. Ficou muito bom. Um ótima dica para quem mora sozinho. Se colocar um negrinho por cima fica maravilhoso. Calorias para acompanhar os dias mais frios.




Até a próxima se Deus quiser...
 Anajá Schmitz

terça-feira, 23 de setembro de 2014

Pastel de espinafre


Na sexta-feira passada assisti um programa sobre a alimentação na Grécia. Me encantei com o estilo natural e sem carne das alimentações deles. Lá eles pegam vários tipos de verduras e misturam refogam e recheiam os pasteis. Peguei somente o espinafre, mas da próxima vez irei misturar, com outras verduras e temperos. E o mais extraordinário, que a pesquisadora falou que podemos comer a vontade, pois as verduras são antídotos contra a fritura.
Receita:
02 xícara de espinafres picados; temperei com azeite de oliva, sal; 02 colheres de queijo ralado. Misture bem e recheie os pasteis e frite em óleo quente.




Até a próxima se Deus quiser...

 Anajá Schmitz

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

20 de Setembro


É a data mais importante para nós gaúchos Neste dia comemoramos os ideais da Revolução Farroupilha. Essa revolução se deu por melhores condições econômicas ao Rio Grande do Sul.

O estado do Rio Grande do Sul vivia basicamente da pecuária extensiva e da produção de charque, que era vendido para outras regiões do País. No início do século XIX, a taxação sobre o charque gaúcho tornava o produto pouco competitivo, e logo o charque proveniente do Uruguai e da Argentina passou a abastecer esta demanda.
Alguns estancieiros, em sua maioria militares, propuseram ao Império Brasileiro novas alíquotas para seu produto, a fim de retomar o mercado perdido para os vizinhos do Prata. A resposta não foi nada satisfatória. Indignados com o descaso da Corte e cansados de ser usados como escudo em várias guerras na região, os gaúchos pegaram em armas contra o Império.
Em 20 de Setembro de 1835, tropas lideradas por Bento Gonçalves marcharam para Porto Alegre, tomando a capital gaúcha e dando início à guerra. O governador Fernandes Braga fugiu para a cidade portuária de Rio Grande, que tornou-se a principal base do Império no estado.
Em 11 de Setembro de 1836, após alguns sucessos militares, Antônio de Souza Netto proclama a República Rio-Grandense, indicando Bento Gonçalves como presidente. O líder farrapo, no entanto, mal toma posse e, na Batalha da Ilha do Fanfa sofre uma grande derrota e é levado preso para o Rio de Janeiro, e logo em seguida para o Forte do Mar, em Salvador, de onde fugiria espetacularmente.
A revolução se estendeu por dez anos e teve altos e baixos para os dois lados. Um dos pontos altos foi a tomada de Laguna, em Santa Catarina com a ajuda do italiano Giuseppe Garibaldi, em 1839. Finalmente os farroupilhas tinham um porto de mar. Ali foi fundada a República Juliana (15 de julho de 1839).
Após dez anos de batalhas, com Bento Gonçalves já afastado da liderança e com as tropas já muito desgastadas, os farrapos aceitam negociar a paz. Em fevereiro do 1845 é então selada a paz em Poncho Verde, conduzida pelo general Luís Alves de Lima e Silva. Muitas das reivindicações dos gaúchos foram atendidas e a paz voltou a reinar no Brasil.
A Revolução Farroupilha é marco inicial da cultura gaúcha. É a partir dai que nosso povo gaúcho estabelece nossa identidade, nossas tradições e nossos ideais de liberdade e igualdade. Hoje a cultura gaúcha é reverenciada não só no estado, mas no país e no mundo, através dos milhares de CTGs (Centro de Cultura Gaúcha) espalhadas por todos os cantos. E a cada 20 de Setembro, o gaúcho reafirma o orgulho de nossas origens e o amor por nossa terra.


Revivendo as tradições
acampamento farroupilha

Foto: Dani Barcellos / PMPA Acampamento Farroupilha da Copa mostra cultura gaúcha para turistas

Acampamento Farroupilha

Acampamento Farroupilha

Parque Harmonia |  Foto: Ricardo Stricher/PMPA |  Homenagem da Foxter Cia. Imobiliaria |  http://www.foxterciaimobiliaria.com.br
Fonte

O mais lindo de nossa tradição é ver o gosto e o respeito de nossos jovens pela nossa cultura. 


Até a próxima se Deus quiser...

 Anajá Schmitz