sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Memórias de um doble chapa XIII


O rádio Tele união, enorme em sua caixa de madeira, passou a ter o devotamento da família Cordeiro. Ao meio dia era RELIGIOSO ligá-lo no ritual de escutar as notícias.
As notícias eram deste tipo: Atenção Sr. Tal no rincão tal, esperar-me na parada do ônibus amanhã as 10:00. O patrão pedindo que encerre os animais de tal campo que tal dia irá vacina-los. Enfim a RADIO CULTURA de SANTANA DE LIVRAMENTO demorava-se um tempão dando recados dos que moravam ou se encontravam na cidade para os campônios. Com isso os “bocas sujas” faziam piadas a respeito, do tipo: - O Capataz foi para a cidade tentar negociar um cavalo reprodutor e mandou o seguinte recado para a viúva fazendeira que morava na fazenda: Atenção viúva fulana, na fazenda tal, “informo que o negócio do cavalo está duro, (difícil) mas está (propício) para a senhora”.


Na próxima sexta-feira, segue mais recordações de um doble chapa.


                                                             Escrito por Nelcy Cordeiro



quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Receita da Pizza



Bom dia! Que vergonha! Esqueci de colocar a receita da pizza. São as loucuras da vida moderna. Nós moramos numa chácara mas todos os dias vamos para a cidade pois a família toda trabalha lá. Aos finais de semana que curtimos na plenitude nosso paraíso. Nesse vai e vem, quando chegamos em cada a noite, faço sempre um lanche ou uma canja. Essa pizza é rápida de fazer e não dá muito trabalho. 

              Pizza Ligeira
Forre uma forma com pão de sanduíche. Coloque uma fina camada de molho de tomate pronto. Por cima desse molho, coloque queijo de sua preferencia. Esse é queijo colonial ralado e por ultimo tiras finas de copa. Sem esquecer de colocar orégano e muito azeito de oliva. Leve ao forno até dourar  a copa. É deliciosa mas acaba com a dieta. ahahah





Até a próxima se Deus quiser...

 Anajá Schmitz

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Nos despedindo do inverno

Inverno. Tempo de muitas frutas. Quem não degustou uma laranja ao sol da tarde. Quando olho para pé carregado de laranjas, logo me vem a memória o tempo passado em Solidão. Um tempo cheio de ricas lembranças. 










Até a próxima se Deus quiser...

 Anajá Schmitz


segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Tramandai


Essa cidade litorânea é vizinha de minha cidade, Osório. São 22 quilômetros de distância. Ao entardecer sempre pegamos nossas tarrafas e caniços de pesca e vamos pescar na ponte que faz divisa com Tramandaí e Imbé. Não é história de pescador, tem imagens para mostrar a baita pescaria que se faz. Usamos muito a tarrafa. Um tempo atrás meu filho tinha uns doze anos de idade. Os homens resolveram pescar de tarrafa e levaram ele junto. Ele era um menino muito inquieto. Alfredo deu uma tarrafa para ele brincar, ele nem sabia atirar. Ele atirou a tarrafa fechada em oito como dizem por aqui. Gente do céu. Pegou oito tainhas enormes. Quase que me afogam o guri, começaram a tirar tarrafa em cima do guri para também pegar os peixes. Foi uma loucura. Ninguém acreditava que ele pudesse pegar tantos peixes. Não tinha nem força para tirar os peixes da água. Isso não é história de pescador, Xico! 




















Até a próxima se Deus quiser...

 Anajá Schmitz

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Memória de um doble chapa XII

O POR DO SOL                                                                                     

As galinhas ficavam naquele alvoroço disputando o melhor lugar nos puleiros ao entardecer. Estes eram ao relento, pois nossos pais criavam assim desta maneira acreditando que elas pegariam menos pestes. Algumas dormiam empoleiradas nos galhos de laranjeiras e limoeiro.

Era tarefa de minhas irmãs abastecer os lampiões de querosene para a noite que se avizinhava. A gurizada lavar os pés na gamela enorme de cortiça para calçar as alpargatas e ir para a cama com os pés limpos. Ao longe por detrás de uma coxilha, na estância do João Garagori apareciam as pontas do eucaliptal e a torre de um tal de cata-vento, um aerogerador de energia que podia ser de 6 ou 12 volts. Armazenava energia nas baterias que iriam abastecer a iluminação e ativar o rádio. Lá diziam que tinha a tal de luz elétrica. Eu não fazia a menor ideia do que fosse. Os pobres quando conseguiam uma lâmpada incandescente queimada faziam dela um candeeiro, furando a parte de cobre e colocando um pavio no interior. Enchia-se de querosene e fazia-se apoio com pés de arame. Alguém mais ignorante que eu, me disse que ouviu dizer que esfregando-se a rosca de cobre a lâmpada acendia, e eu dele a esfregar e nada.

Finalmente um dia minha irmã mais velha casou e o marido muito esclarecido e habilidoso construiu uma torre de madeira e instalou um cata-vento que papai havia comprado. Gerava somente 6 volts possuía uma única bateria, para economiza-la fazia-se um furo na parede de tábua junto ao teto e ali colocava-se a lâmpada e assim iluminava 2 cômodos ao mesmo tempo. Acostumados com lampiões de querosene, era luz em exagero. Comparada coma iluminação dos candeeiros era um esbanjo de luz.

Na próxima sexta-feira, segue mais recordações de um doble chapa.

                                         Escrito por Nelcy Cordeiro





quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Bolo de caneca

Olá queridos amigos e amigas. Espero que todos estejam bem. Outro dia passeando pelo supermercado vi a mistura para  bolo de caneca. Achei tão bonito, comprei. Mas aqui em casa não temos microondas. Fiz neste potinho e assei no forno. Ficou muito bom. Um ótima dica para quem mora sozinho. Se colocar um negrinho por cima fica maravilhoso. Calorias para acompanhar os dias mais frios.




Até a próxima se Deus quiser...
 Anajá Schmitz