segunda-feira, 21 de maio de 2018

Carreteiro feito no fogão a lenha


Aos sábados eu e Alfredo gostamos de ficar em casa curtindo nosso galpão. Ele gosta muito de carreteiro de charque. Acendemos o fogão a lenha e ficamos admirando a lenha lentamente queimando e exalando o maravilhoso cheirinho da vida do campo. A lenha usada são os galhos das podas e as pinhas que caem aos montes com qualquer ventinho. Rapidamente sai uma deliciosa refeição. Essa chapa de ferro deixa qualquer comida com uma sabor riquíssimo. É inexplicável o sabor.








Até a próxima se Deus quiser...


 Anajá Schmitz

sexta-feira, 11 de maio de 2018

Churrasco 12 horas

Esse é meu filho mais velho, Jean. Quando tinha uns quatros anos meu sogro fez uma  mini churrasqueira e ensinou ele a fazer churrasco.  Ele é nosso assador dos churrascos de Domingo. Neste dia era aniversário dele, ele fez um churrasco especial.  Uma costela inteira assada durante doze horas ao lado do fogo. Alfredo fez os espetos de ferro e lá se foram os dois, assar a carne para a noite esperar os amigos para o jantar. Que delicia ficou. Foram mais de 12 horas assando lentamente ao lado do braseiro. 












Até a próxima se Deus quiser...


 Anajá Schmitz

terça-feira, 17 de abril de 2018

Gamela


Quando Alfredo fez essa gamela, logo me lembrei do poema Madrugada (Apáricio Silva Rilo) que ele declamava para mim quando nos conhecemos. Esse poema retrata tal e qual era minha vida na Solidão. Meu pai acordava de madrugada. Fazia o fogo para esquentar a água do chimarrão. E o estalar da lenha queimando sempre me acordava. E essa música completa a descrição.
No poncho morno das cinzas,
dorme o fogo de galpão.
Ao escasso calor de seus carvões a cuscada, 
se entrevera com os peões,
partilhando uma sobra de pelego.

- Vai pro diabo excomungado!

Enquanto o guaipeca atarantado
se amoita pra outro lado fazendo volta e meia,
um peão, vai bombear se já clareia,
a barra vermelha da saia do céu.

- Tá na hora, pessoal!

Lava a cara, na gamela de água fria,
enchuga as mãos ao comprido da melena.
Põe erva no porongo, aviva o fogo,
cutuca forte um índio dorminhoco:

Te levanta, cara de louco!

E enquanto chia a cambona
coberta de picumã,
emponchada no brilho da alvorada,
boleia a perna, a dona Madrugada,
para abrir a cancela da manhã...










Até a próxima se Deus quiser...


 Anajá Schmitz

segunda-feira, 9 de abril de 2018

Novo amiguinho


Neste verão na casa da praia encontrei um novo amiguinho. Esse pássaro (João de Barro) me assustou pois chegou perto demais quando eu plantava umas flores. No momento que vamos cortar grama, tem que cuidar para não pisar em cima dele, fica nos pés da gente. Neste último fim de semana fomos na praia cortar grama, ele só apareceu no outro dia. Pensei que algum gato tinha pego. Mas para minha surpresa e alegria ele apareceu cantando.





Até a próxima se Deus quiser...


 Anajá Schmitz




terça-feira, 3 de abril de 2018

Acampamento



Fomos convidados pelo casal de amigos Vick e Vilma para uma aventura. Ir até a fronteira Brasil/Uruguay (Chui/Chuy) e voltar para cidade de Rio Grande pela beira mar, passando por Barra do Chui, Hermenegildo, Cassino e Rio Grande, uma viagem de 218 Km pela beira do mar. Simplesmente deslumbrante!



Essa é a praia da Barra do Chuy, na fronteira entre Brasil e Uruguay. 

A praia é no território brasileiro, mas a língua falada e escrita é o espanhol. E que pão delicioso vendem nesta padaria (PANADERIA).

Aqui começa nossa jornada pela beira do mar. As casas da praia do Hermenegildo foram construídas na beirada da praia. Não é somente o idioma que se distingue, as construções são quase dentro do mar. Tratamento diferenciado em relação ao exigido de distância para construções no litoral norte e no centro do Estado, onde mandam derrubar comércios tradicionais (Bar Onda - Capão da Canoa) por estarem próximos da praia. Dizer o que! O Alfredo não acreditou quando viu. 






Após percorrer 50 km da Praia de Hermenegildo encontramos um local muito bom para acampar. Com uma mata nativa, e abrigado do vento minuano ( sudoeste) que nos acompanhou durante o acampamento. A unica coisa que faltou foi um riacho para o banho.  










Esta fumaça é nosso fogo campeiro, local aonde assávamos nosso churrasco. 

 Nossa cozinha e sala de jantar. E eu como sempre encarangada de frio. 

 Café da manhã com pão e ovo frito

Minha amiga e companheira Vilma Braga.



Essa é nossa pia de lavar a louça. Invenção do Vick.
Neste local a lenha era em abundância. Fazíamos fogo para aquecer a noite fria e espantar os bichos que se aprochegavam a nossa volta. De noite lá pelas onze horas da noite, já dormindo desde as oito horas da noite, escutamos um barulho, Alfredo iluminou com a lanterna e vimos uma mão pelada, curiosa nos visitando. As estrelas e a lua iluminavam nossa noite. Escurecia já era um preludio que estava na hora de dormir. Mal clareava o dia  nos levantávamos. Que coisa estranha não ter luz elétrica e nem a TV para nortear a vida de gente. 










Este é o farol de Albardão em Santa Vitória do Palmar-RS. Todo cercado, não se consegue chegar perto para uma foto melhor.


Acho que atolou!! 4X4 é assim quando atola. Da um trabalho para tirar. Levamos três horas para livrar a caminhonete do Vick. Esse é o famoso tremedal. Ou areia movediça. Se parar afunda. 

Depois de passar trabalho desatolando a camionete do Vick, fizemos outro acampamento.  Este com água corrente. Apesar do frio, nos proporcionou um belo banho. 





Despedida de nosso último local de acampamento. E já com planos para voltar no próximo verão.
.
Parque Eólico em Casino

Chegada a Rio Grande




Até a próxima se Deus quiser...


 Anajá Schmitz