terça-feira, 2 de setembro de 2014

Troca super especial


Olá meninas está rolando uma troca de mimos no blog Recicla, cria e... da Silvana Cotrim. Na troca passada  participei e fiz uma grande amizade, com a querida amiga Juni.


Presentes a serem enviados:
  • Dois artesanatos que representem a primavera;
  • Dois materiais que a sua parceira use;
  • Algo que demonstre que você conhece a amiga;
  • Uma gordice - coisinha gostosa de comer;
  • Um presente surpresa, algo que você vai escolher com o seu coração.

Para saber o que enviar você terá que "fuçar" blog e face da companheira e conversar com ela - email, inbox do face, etc. E aí, a amizade se estreita! E se quiser mandar algo além da lista, fique a vontade (com ou sem crase?).

Regras:
  • Deixar somente neste post nome, endereço do blog, email e local onde mora;
  • Divulgar no face e/ou no blog - usamos o mesmo selinho da outra troca, é nosso símbolo.

Encerramento das inscrições em 10 de setembro, com divulgação da  lista na tarde do dia 11.
O presente deverá chegar na casa da amiga entre 01 e 08 de outubro

Não precisa ser seguidora do blog (ou seguidor, vai que os rapazes se animam também), mas precisa ser consciente que isso é bem legal, mas é uma responsabilidade: alguém estará esperando uma caixa sua e no prazo! 

Quantos nomes teremos na lista dessa vez??? Espero que muuuuuitos!

Participe!!!



segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Tag: Rotina da Blogueira

Esse é um Tag em que fui presenteada pela querida amiga Silvana Cotrim. Fiquei muito feliz com a lembrança. É uma ótima forma para descobrir qual é minha rotina. Não gosto de rotina, gosto de viver o dia conforme ele se apresenta. Mas tem muitas coisas que se repete infinitamente.
De uma coisa ainda não consegui fugir, é do trabalho. De segunda a sexta todos os dias cedito temos que dirigir até a cidade para cumprir nossa jornada. Outro dia falava com Alfredo que se ficássemos em casa nossa morada seria mais organizada, sempre tem muitas coisas para fazer. Ele afirma que cairíamos na rotina e tudo ficaria para fazer amanhã.
Nos finais de semana, ai sim a vida muda e tudo corre animadamente. Ficamos em casa curtindo a vida no campo. No sábado a corrida para limpar casa, pátio, cortar grama. E a incansável rotina de varrer as folhas da grama. Minha filha repete sempre a mesma fala. "Pra que perder tempo varrendo amanhã elas estarão ai no mesmo lugar". Mas sou teimosa. Essa folhas vão para um canto e formar uma bela compostagem. 
No domingo, os homens da casa se empenham no almoço. Fazem o churrasco. Esse tem um ritual sagrado. Ir buscar lenha no mato, preparar o fogo e ficar apreciando a gordura bailar sobre a brasa. Todos reunidos em volta do fogo conversando e esperando a carne assar, depois do belo almoço em família, enquanto eles fazem a siesta eu faço meus trabalhos artesanais. Dormir durante o dia pra mim é uma tortura, desde criança não consigo dormir de dia. 

 Regras da Tag:
  • Podem utilizar imagens que quiserem para ilustrar a postagem;
  • Indicar 5 blogs;
  • Linkar os indicados e avisar cada um deles da indicação;

Minhas indicadas:

 Meninas fiquem a vontade quanto aceitar. Sei que todos tem uma vida atribulação e sem tempo. Mas se quiserem participar nos conte um pouquinho de sua rotina. Desejo a todos queridos amigos uma ótima semana .
Essas são imagens de nossa rotina. 

A família nos domingos.

Meu companheiro, o crochê.

 Nosso lago é pequeno mas tem peixes grandes.


Juntando lenha para o frio do inverno.


Até a próxima se Deus quiser...

 Anajá Schmitz

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Memorias de um doble chapa IX


Cangar os bois na carroça para algum transporte na propriedade era uma grande alegria. Nossos bois mansos de arar e puxar a carroça tinham os nomes de FIDALGO e DELICADO. O Fidalgo era um  pampa preto manso e de boa paz na verdade tinha uma certa fidalguia no porte. O Delicado era um zebu enorme e forte com um pelo lindo e sedoso cheio de manchas e tons. Sempre achei uma lástima ele não ter ficado para reprodutor. Havia de se ter cuidado com ele, pois o nome se devia ao fato de ele ser um animal sestroso e imprevisível, isto é, não queria saber de intimidade. Papai dizia que um zebu nunca se amansa. Se você facilita ele lhe dá um coice ou chifrada. O Fidaldo sofreu muito, pois tinha um câncer no olho. Foi vendido para o frigorífico. O ser humano nunca teve piedade para os escravos de sua espécie, não se pretendia que tivesse para com os animais. O BOI, A VACA e o CAVALO deveriam ter em cada cidade, um monumento, em gratidão pelos serviços prestados a humanidade. Sem falar do cão prestando um serviço de sentinela na solidão das coxilhas junto com a ave quero-quero, chamada a sentinela dos pampas. Ainda há o serviço dos gatos contendo a população dos ratos. Dizem que a peste negra na Europa se deveu ao fato da superstição vigente acabar com os gatos o que propiciou a proliferação dos ratos e com ele veio a Peste.  Mas, um belo dia o velho, pioneiro no rincão, comprou 50 borrêgas e um carneiro. Na campanha gaúcha a fêmea chama-se ovelha, o filhote cordeiro, o cordeiro adolescente borrêgo, o macho adulto castrado capão e o reprodutor esse sim, carneiro.  Foi minha primeira viagem fora do rincão deslocando-se até o Rincão vizinho. A emoção foi a mesma quando fui a Palmas no TOCANTINS de carro 3.000 Km. Ao chegar nos trilhos da Maria fumaça o velho mandou lêr as três placa em triângulo,  PARAR – OLHAR – ESCUTAR, faça sempre isso, ensinou. Chegamos com o jovem rebanho e soltamos no campo, era um alecrinzal que encostava nos pelegos, mas em  3 anos sumiu, o campo ficou limpo somente pasto, é que ovelha dá um olho por uma folha de alecrim. Mas eu que era o pastor dos perus que minha mãe criava para vender, não eram perus de hoje tipo 4 kg. Eram perus do tipo selvagem dos USA, pesando 8 kg. andava o dia todo atrás do bando para não perde-lo de vista, pois podia anoitecer e posarem no campo e as raposas e graxains comê-los. Eu inventei até umas boleadeiras de limão verde para pega-los e um laço de piola (cordão) de pescar. Quando cansava de acompanha-los os encerrava em uma península no açude e sentava na entrada. Depois de algum tempo eles voavam por cima da água, e lá ia eu de novo atrás do bando. Fui promovido a pastor de ovelhas, o que não era fácil, pois os fazendeiros ricos tinham aramados de 7 fios o que continham suas ovelhas, mas nosso aramado só tinha 5 fios, elas o atravessam por baixo do arame nas pequenas depressões do terreno e invadiam o campo vizinho. Eu sabia que tinham saído porque deixavam a lã enroscada no arame ao passar. E assim passava meus dias envolvido com as ovelhas, cuidando, curando bicheiras. Retirando (coreando) o pelego das que morriam, improvisando e consertando bretes (currais). Eu disse para um jovem vegetariano que carneava as ovelhas para o consumo sangrando-as com uma faca, e que minha mãe não tendo coragem, pendurava o peru pelas pernas e me dava uma faca para sangra-lo, ele ficou escandalizado. Com uma mente infantil com poucos arquivos podia observar tudo, uma coisa que pouca gente sabe é que os animais tem expressão fisionômica que nem gente, quando faltava uma ovelha eu sabia que era a que tinha o rosto tal. Na época das ovelhas parirem uma vez por outra uma abandonava o filhote eu o recolhia para casa para ser criado guacho com leite de vaca. Certa feita um cordeiro se debatendo no chão fui examina-lo e constatei, para meu espanto, que ele não  possuía anus, tive de aplicar-lhe a eutanásia campeira.  Muitas ovelhas pariam dois cordeiros.

Na próxima sexta-feira, segue mais recordações de um doble chapa.
                                                             Escrito por Nelcy Cordeiro




quinta-feira, 28 de agosto de 2014

A espreita



Cansado de grandes viagens, descansa a sombra esse possante caminhão, que teve dias de glória e hoje nas sombras observa o vai e vem da modernidade.


Até a próxima se Deus quiser...

 Anajá Schmitz

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Uruguai - Rio Branco


Olá! As fronteiras sempre tiveram um fascínio. Quando era criança e morava em Solidão, se falavam muito em contrabando vindo da fronteira. De lá vinha armas e bebidas. A maioria do moradores da região morriam de medo e conversavam em sussurros quando alguém trazia algo. Certa vez apareceu por lá um tal de Silvino, vindo do Uruguai. Ele comprava couro de ratão do banhado para levar para Argentina, por lá tinha grandes empresas que fabricavam casacos de pele. Pela redondeza, todos os guris malandros começaram a caçar ratões para vender para o castelhano, os couros. Foi uma matança braba. Durou pouco tempo pois a contrabandista Silvino desapareceu, ficou somente as armadilhas, uma delas enfeita a parede do galpão lá de casa, que achei perdida no banhado. Mas voltando ao caso da fronteira. Atualmente muitos brasileiros vão a Rio branco (URY) fazer compras. Os pneus são os artigos mais cobiçados, já que a diferença de preço é atraente. Para mim, os móveis antigos foram um grande achado. Uma pena eu não ter um caminhão. 











Esse bife uruguaio é uma delicia. Já fiz em casa e mostrei  aqui .



Se fores ao Uruguai não saia de lá sem visitar as padarias. Os pães são maravilhosos. 

Aqui está o comércio de moveis usados do Seu Carlitos.














Até a próxima se Deus quiser...

 Anajá Schmitz

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Memórias de um doble chapa VIII

A INFÂNCIA

Nós éramos crianças muito felizes. Sem a alienação dos tablets de hoje. Crescemos correndo livre nos campos, andando a cavalo, subindo em árvores, tomando banho na sanga. Cavalgando em pedaços de taquara. Caçando perdizes em Mundéus. Era uma armadilha para caçar passarinhos. Ao aterrar o milho ficava um sulco onde fazíamos uma cerquinha de rama de alecrim com uma minúscula porteirinha onde se prendia uma laçada feita de crina do rabo do cavalo trançada. Tínhamos o cuidado de não cortar a crina do rapo das montarias de papai, senão vinha bronca. Em ambos os lados se colocava uma sequencia espaçada de grãos de milho. A perdiz vinha comendo e ao passar pela Porteirinha se enforcava na laçada. Quebrava o galho no almoço quando a carne andava escassa. Não conhecíamos brinquedo comprado, inventávamos as brincadeiras e os brinquedos. Normalmente inspirados na atividade dos adultos, ou seja, criar gado. Brincávamos de fazendeiro e o nosso gado era sabugo de milho,  nossa mãe muito cuidadosa, não deixava nós usarmos ossos como gado, pois podiam estar contaminados. Fazíamos cercas de vara de alecrim, os pendões deste, enterrados um ao lado do outro, formavam as florestas de eucaliptos. Havia uma bergamoteira enorme cujos galhos encostavam no chão, ficando um enorme vão em torno de seu tronco onde minhas três irmãs brincavam de bonecas, todas feitas em casa. Faziam visitas de bonecas, bailes de bonecas. Elas faziam o diálogo das bonecas. Depois do almoço os velhos iam sestear e nos íamos comer bergamotas empoleirados nos sinamonos do curral, após pegávamos pelegos de ovelha e íamos deitar na sombra de um eucalipto enorme distante uns 80 metros da casa. Lá ficávamos de molecagem. No arvoredo gritos de caturritas e murmúrios de pombas de todos os tamanhos. Pássaros de varias espécies. Minha tarefa era buscar as vacas para encerrar os terneiros a tardinha, de manhã trazer as vacas para ordenhar. As vezes caia uma geada de renguear cusco (cão), papai mandava eu esperar que levantasse, mas eu impetuoso sai de pé no chão pisando neve e o mais incrível, o pezito sempre quente. O velho dizia: tu vais ver a consequência disso quando ficares velho. Quando se plantava o milho eu ia atrás do arado puxado a bois, com um alforge atirando os grãos no sulco. Encilhar cavalo e levar outro puxado a cabresto para esperar papai na estação de trem. Quando necessário levar uma charrete para esperar uma visita da cidade. Ir no bolicho a cavalo comprar alguma coisa. As vezes me atrasava e caia a noite escura eu deixava o cavalo se auto-conduzir pois ele sabia o caminho. As vezes retornava da minha  missão a noite e tinha que passar em frente a um cemitério o que me dava grande medo. Contava-se que um sujeito muito medroso ia passando a frente do cemitério a noite, com as mãos tremulas deixou cair uma das rédeas e o cavalo pisou na ponta e arrebentou, teve de apear-se apavorado de medo e procurava dar um nó na dita. Nisto uma coruja piou, aquele pio característico, tipo assim: “ PISSSS UHUHUH  CUCURÚ” Mas ele na crise de nervos entendeu que uma alma penada havia lhe perguntado. “Pssiquitiu ESTÁS COSTURANDO? E respondendo a suposta alma: Não senhor estou dando um nozinho, mas já vou embora!

Na próxima sexta-feira, segue mais recordações de um doble chapa.
                                                             Escrito por Nelcy Cordeiro