Da minha janela,
recebo os raios do sol que brilham e
anunciam jubilosamente o nascer de um novo dia,
que tende a renovar as minhas expectativas na esperança. Autor
Até a próxima se Deus quiser...
Anajá Schmitz
Assim é Solidão um lugar para se repensar a vida. Alfredo passa horas solitário em suas pescarias. Enquanto observo as belezas selvagem. Conversas? Não precisa, contemplamos juntos a harmonia do campo e mar.
Aqui na praia temos que nos virar com o que temos. Fizemos essa babata assada, temperado com sal, orégano e azeite. Para acompanhar o peixe pescado por Alfredo.
Outro fato que ocorreu que vale compartilhar em nossa estada na Solidão. Queríamos comer uma coisa diferente de tarde. Vou fazer um bolo. Coloquei: 02 xícaras de farinha de trigo; 1/2 de açúcar; 01 ovo; 1/3 de xícara de óleo; Misturei tudo para colocar por fim o fermento químico. Cade o fermento químico? Não tinha. Esqueci de levar. Que decepção. Alguém me falou certa vez que podia usar refrigerante no lugar do fermento. Coloquei guaraná até dar o ponto. Coloquei numa forma untada para assar. E ficou muito bom. Coloquei por cima granola.
Depois da árdua tarefa da construção feita por Alfredo e da pintura, veio a melhor parte para mim, decorar. Sai pela casa catando coisas e também juntando moveis velhos da família para deixar essa sala aconchegante. Esse sofá trouxe da casa de minha sogra. Namorava ele a muito tempo. Comprei tecido para forrar. Agora só falta levar o sofá para forrar e fazer as cortinas de crochês.
Quando amanhece esses dias entristecidos, me bate uma saudade tremenda do tempo em que vivia na Solidão. Quando o sol raiava, lá íamos nós rumo à escola, quebrando nos pês, o gelo da madrugada. Lembro também da família reunida em volta do fogão de lenha, a espera do chiar da chaleira para sorver o primeiro chimarrão. Saudade!!! Onde andará... Onde andará... Quem sabe anda perdida, presa dentro de nós...