O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Ministro Dias Toffoli, afirmou que essas eleições foram as mais tranquilas dos últimos tempos. Quanto ao processo de votar sim, mas também foi umas das eleições mais decepcionante para os brasileiros, principalmente do Sul do país.
Enquanto uma boa parte do Brasil não conseguiu esconder sua revolta sobre a questão da Corrupção no governo, a outra parte, se esforçou em manter o governo atual, revivendo a política do dando que se recebe, tendo em vista as mais diversas formas de compra de votos intituladas de “bolsas” seguidas de ameaças de extinção destas famigeradas “distribuição de renda” a moda Robin Hood, com a diferença de que quem fica com a maior parte são os que se dispõe a dar a maior “contribuição” partidária.
Assim o Governo Dilma vai se mantendo no poder para dar as migalhas para o povo e ficar com a maior parte dos absurdos impostos a que somos submetidos.
Esse fato, deixou mais evidente a disparidade entre as regiões econômicas do Brasil, fazendo ressurgir um desejo adormecido, o “Apartheid”.
No século XIX, os gaúchos travaram uma longa batalha contra o Império do Brasil durante a Guerra dos Farrapos. Esse episódio histórico, pregava o separatismo do Rio Grande do Sul em relação ao resto do Brasil, exatamente por discordar das decisões políticas de protecionismo ao norte, em detrimento ao sul do país, que pagava altos impostos e tinham parcos serviços a disposição, sem ao menos ter o reconhecimento do governo central.
Assim como na instituição familiar, o filho mimado tem mais dificuldades em superar sua fraquezas, exatamente por não ter de se esforçar, o que não é tutelado e assistido, tende a se sobressair pela sua própria força, acentuando ainda mais essa disparidade entre os irmãos e, por analogia, as economias regionais.
A existência de movimentos para a constituição de um estado independente no sul, não é novidade alguma. Há os que sonham com a construção do país Farroupilha, a República dos Pampas, ou o Estado Rio-Grandense.
Há também os catarinenses e paranaenses que compartilham ideais separatistas e lutam pela criação de uma união federalista entre os três Estados, Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina, para formarem um só país, já que nossas riquezas são distribuídas além de nossas fronteiras.
Hoje temos um Estado falido, a estrutura Estatal está corrompida, não temos infraestrutura viária, a saúde e deficiente, e o pior, o futuro está comprometido pela falta de incentivo na área da educação, que antes em nosso Estado, era referência a todo país, e hoje, é a vergonha nacional. Temos alunos do curso superior que não sabem escrever corretamente a nossa língua pátria. Deve-se re atentar neste comentário, a mera visão panorâmica da conjuntura política imposta principalmente pelo governo central, e não se tem pretensão alguma de discriminar a sociedade brasileira em geral, pois é justamente a mais prejudicada pela política do "é dando que se recebe".
Desculpe o desabafo. Em nossa vida simples do campo, parece que nada disso nos afeta, mas mexe com nossa alma e nos torna prisioneiro de algo oculto. Nossa rotina continua a mesma, todavia nos faz ver como somos pacatos e passivos...
Até a próxima se Deus quiser...