terça-feira, 27 de agosto de 2013

Da terra nasceram gritos


Mataram meus infinitos, e me expulsaram dos campos 
da terra nasceram gritos e dos gritos brotaram cantos



Esta composição retrata uma época de nossa história. O êxodo rural. Jovens a procura de uma vida melhor abandonaram os campos e foram para cidades, deixando seus pais sólitos no campo. Hoje em dia, jovens querem terra para plantar, mas foram vendidas para grandes latifundiários e esta terra pegou preço, sendo impossível a compra, restando ao homem rural aluguel da terra que um dia já foi sua.  
Da terra nasceram gritos  
Cenair Maicá



Casas de Punta Uruguai





San José Inacio

Tenha um ótimo dia...
 Anajá Schmitz

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Chuvarada


Olá, o dia segue chuvoso e frio. E eu sentindo falta do aconchego da casa. Uma pena ter que trabalhar no frio e na chuva. Só me resta mirar os campos alagados ouvindo a musica de José Claudio Machado. 

backyard fire pit. gravel around and framed with adirondak chairs
Country kitchen

Wood Stove.

Milonga abaixo de mau tempo

Coisa esquisita, a gadaria toda
Penando a dor do mango com o focinho n'água
O campo alagado nos obriga à reza
No ofício de quem leva pra enlutar as mágoas
O olhar triste do gado, atravessando o rio
A baba dos cansados afogando a volta
A manha de quem berra no capão do mato
E o brado de quem cerca repontando a tropa
Agarra amigo o laço, enquanto o boi tá vivo
A enchente anda danada molestando o pasto
Ao passo que descampa a pampa dos mirréis
E a bóia que se come, retrucando o tempo
Aparta no rodeio a solidão local
Pealando mal e mal o que a razão quiser
Amada...
Me deu saudade
Me fala que a égua tá prenha,
Que o porco tá gordo,
Que o baio anda solto
E que toda cuscada lá em casa comeu...
Coisa mais sem sorte esta peste medonha
Curando os mais bichados, deu febre no gado
Não fosse a chuvarada se metendo a besta
Traria mil cabeças com a bênção do pago
Dei falta da santinha limpando os peçuelos
E do terço de tentos, nas preces sinuelas
Logo em seguidinha é semana santa
Vou cego pra barranca, e só depois vou vê-la
Agarra amigo o laço, enquanto o boi tá vivo
A enchente anda danada molestando o pasto
Ao passo que descampa a pampa dos mirréis
E a bóia que se come, retrucando o tempo
Aparta no rodeio a solidão local
Pealando mal e mal o que a razão quiser
Amada...
Me deu saudade
Me fala que a égua tá prenha,
Que o porco tá gordo,
Que o baio anda solto
E que toda cuscada lá em casa comeu...
Amada...



Tenha um ótimo início de semana...
 Anajá Schmitz

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Até mais



Meus queridos amigos, desejo um ótimo fim de semana. Que este descanso seja repleto de encontro e comemorações. Na segunda estarei de volta e visitando para saber as novidades do fim de semana.








Tenha um ótimo fim de semana...
 Anajá Schmitz

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Meu velho galpão de tapera


Olá! Outro dia mostrei imagens que usei de inspiração na construção de nosso galpão. Muitas pessoas me perguntaram; o que é galpão? incluindo minha querida amiga Lili. Aqui chamamos de galpão, mas deve ter outros nomes, os americanos costumam chamar de celeiro. Galpão é um espaço amplo sob a mesma cobertura, geralmente utilizado como depósito. Construção de grande tamanho, sem divisões no centro. É empregado tanto na cidade, quanto no campo para armazenamento de material, máquinas e apetrechos. Os gaúchos têm o galpão como segunda casa, é um espaço para receber os amigos, contar causos e fazer cantorias. Aqui em casa, nós vamos usar o que está sendo construído para guardar os carros e para festejar com os amigos.

Os moradores do campo costumam ter um galpão, grande ou pequeno, para guardar as quinquilharias que juntamos ao longo da vida. Esse das imagens abaixo, foi nosso primeiro, está velho e encorujado do tempo. Mostra suas cicatrizes, mas está firme ainda. Os galpões são muito lembrados nas poesias e músicas gauchescas.

Poesia de Jaime Caetano Braum Galpão Nativo 

Meu velho galpão de estância
da pampa verde-amarela
que ficou de sentinela
da história da nossa infância,
és um marco na distância
da velha capitania
porque foste a sacristia
do batismo do gaúcho
quando moldou-se o deluxe
da Pátria que amanhecia.


II
Quinchando de santa-fé
oito esteios, pau-a-pique,
até parece um cacique
todo emplumado de pé,
o legendário Sepé,
legítimo rei no trono,
que desde o primeiro entono
trazia Pátria nos tentos,
anunciando aos quatro ventos
que esta terra tinha dono.

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Tenham um belo dia...
 Anajá Schmitz